domingo, 18 de junho de 2017

BOLO NESTUM

BOLO NESTUM

Segundo uma informação que vi na net (não garanto a veracidade) o Nestum - papa de cereais - "O Nestum só é consumido por Portugueses. É um produto fabricado em Portugal, distribuído em Portugal tendo somente distribuição no estrangeiro onde residem comunidades Portuguesas. " (in http://traulitadas.blogs.sapo.pt/12248.html), mas o facto é que apesar de ser muito apreciado pela maioria das pessoas, mesmo adultas, cá por casa não é do agrado.

Um dia deram-me Nestum de Mel e de Bolacha Maria. Confrontada com o facto de ambos os pacotes terem sido abertos para experimentar, não podendo assim dá-los, pesquisei que receita poderia ser feita com eles.

Descobri o bolo que é muito bom.

Ingredientes:

100 grs. de Nestum (sabor a gosto)
200 grs. de farinha (usei com fermento, para bolos)
300 grs. de açúcar (usei 250 grs de açúcar amarelo)
6 ovos
1 chávena de chá de óleo
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Modo de preparação:

Pré-aquecer o forno a 180º e untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Sacudir a forma com a boca para baixo para sair o excesso de farinha

Na receita que eu vi dizia que era só misturar todos os ingredientes, de qualquer forma eu fiz como faço com todos os bolos.

Bati, com a vara, as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Juntei o óleo e envolvi com uma colher ou espátula. Misturar os secos (farinha+Nestum+fermento) e envolver no creme de ovo. Bati as claras em castelo e envolvi no preparado.

Verter a massa dentro da forma e levar a cozer no forno durante cerca de 35 minutos ou até que espetando um palito este saia seco, sem massa agarrada.



SALADA FRIA DE LEGUMES ASSADOS E ESPARGUETE

SALADA FRIA DE LEGUMES ASSADOS E ESPARGUETE


A mudança de atitude em relação à alimentação por parte da minha filha levou-me a procurar alternativas sem que utilize peixe, carne e mariscos. Mantém os derivados de leite (queijo, iogurte) e ovos.

Aproveitando que estes últimos dias têm estado entre 35º e 43º de temperatura (em finais de Primavera!!!) abri o frigorífico e ...


Tinha resto de legumes assados e resto de esparguete cozido. Juntei tudo e comeu-se frio. Que bom!!!


Legumes assados:


Aquecer o forno a 180º.


- colocar todos os ingredientes num tabuleiro de ir ao forno de modo a que não fiquem uns em cima dos outros. Usei o próprio tabuleiro do forno porque sendo de material tipo chapa faz com que os ingredientes fiquem mais assados com aquela crosta característica;

- usar o que mais gostar (cenouras, pimentos, abóbora, courgete, alho francês, cebola, brócolos, etc) todos cortados em pedaços mais ou menos iguais;
- pode aproveitar e juntar batata (normal ou batata doce) cortada em rodelas da grossura de um dedo e nesse caso não precisa misturar com o esparguete;
- temperar a gosto (sal, pimenta) podendo juntar ao tempero gengibre ralado, e ervas aromáticas (por exemplo salsa, coentros, orégãos, tomilho, alecrim, etc); 
- juntar um fio de azeite;
- Envolver tudo muito bem
- colocar o tabuleiro no forno e deixar assar até que os legumes estejam no ponto de cozedura que pretenda. Há quem goste deles mais cozidos e há quem prefira mais crocantes ...

SUGESTÃO: Eu aproveito e coloco sempre uma (ou mais) cabeça de alho a assar que depois posso utilizar para temperar o prato no final espremendo um ou dois dentes desse alho assado. Fica alho adocicado, com um sabor completamente diferente. Pode fazer este processo com a cebola e com a beterraba, deste modo: lavar muito bem a cabeça de alho inteira, com casca. Cortar ao meio e temperar som um pouco de sal, pimenta e um fio de azeite.
Envolver muito bem nos temperos. Embrulhar as metades do alho cada uma num pedaço de papel de alumínio (com a parte brilhante do papel em contacto com o alimento) e fazer um embrulho o mais vedado possível. colocar no tabuleiro e vai a assar até ficar mole no interior.







sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

BOLINHOS DE CHUVA

BOLINHOS DE CHUVA ou SONHOS SIMPLES

Uma receita que se faz só com uma mão!!! 

Estar com uma mão ao peito por altura das épocas festivas do Natal não dá muito jeito!!! Ainda para mais nos outros anos não me apetecia tanto comer doces típicos da quadra como este ano que não os posso fazer! 

Não sendo eu mulher de ficar de braços cruzados e tendo ainda uma mão válida ... toca a pôr mão à obra e não é que saíram bem?!!!

Estes fritos são consumidos em Portugal e no Brasil. Os Bolinhos de Chuva foram mais dados à fama pelas mãos da Tia Nastácia que os fazia para o Pedrinho, Narizinho e para a boneca de pano Emília no programa Sítio do Pica Pau Amarelo. Creio que em Portugal se trate de mais um tipo de Sonhos.

Os ingredientes principais são a farinha, os ovos, o fermento ou bicarbonato de sódio e o leite; óleo para fritar; açúcar e canela para polvilhar. Depois é acrescentar a criatividade! Segundo algumas receitas que encontrei na net aqui ficam algumas sugestões mas que ainda não experimentei: substituindo a canela por chocolate; recheando com chocolate, leite condensado ou creme de ovos ou juntando fruta ou frutos secos à massa. É uma massa que fica muito semelhante aos donuts e à Bola de Berlim.

Nesta receita surgiu-me que quando se fale de ovos em doçaria deveria ser mencionado o peso destes pois hoje em dia há-os de todos os tamanhos e na maior parte das receitas faz toda a diferença, principalmente quando a receita depende da consistência da massa e nunca se tenha feito como foi o caso. Os meus ovos eram caseiros mas pequenos daí usei 2.

Ingredientes

2 ovos pequenos ou 1 grande 
1/2 xícara (chávena) de chá de leite
3 colheres de sopa de açúcar
1 xícara (chávena) da farinha de trigo (usei já com fermento)
1/2 xícara (chávena) da farinha Maizena amido de milho (ou substituir por farinha de trigo)
1 colher de chá de fermento ou bicarbonato de sódio
açúcar e canela q.b. para polvilhar

Modo de preparação

Em todo o processo apenas usei um batedor de varas manual.
Num recipiente misturar as farinhas, o fermento ou bicarbonato e o açúcar. 
Noutro recipiente bater ligeiramente os ovos e juntar o leite.
Misturar o preparado líquido à mistura seca envolvendo.
A massa deve ficar a escorrer mas de forma que se note que faz um cordão ao cair, ligada e não muito líquida mas também não muito espessa. Se bem que mais uma vez depende do gosto: quanto mais espessa ficar a massa mais pesados ficam os bolinhos e ficando menos espessa ficam mais fofos.

Colocar uma frigideira alta com óleo a aquecer. Quando estiver quente com ajuda de 2 colheres de sobremesa vão-se colocando colheradas no óleo e deixam-se fritar até que fiquem lourinhos. Quanto mais pequenos menor o risco de ficarem crus por dentro e o lume não pode estar muito alto nem muito baixo.

Enquanto a primeira quantidade frita prepara-se a mistura de açúcar com a quantidade desejada de canela e reserva-se.

Retirá-los com uma escumadeira, colocá-los num prato com papel absorvente onde ficam a escorrer enquanto se coloca outra porção a fritar. Os que estão a escorrer entretanto podem ser passados pela mistura de açúcar com canela e colocam-se num recipiente esperando pelos outros bolinhos para irem depois todos à festa!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PÊRAS BÊBEDAS

PÊRAS BÊBEDAS
Quem já "passeou" pelo meu blogue sabe que eu tenho sempre curiosidade em saber a história e/ou estórias das respetivas receitas.

Esta deliciosa e perfumada receita suponho que não seja exclusiva nem originalmente de Portugal. Se bem que pela qualidade da nossa pêra rocha e pelos nossos excepcionais vinhos não me admiraria, para além que as especiarias usadas nos deixam no olfato e paladar um enquadramento dos Descobrimentos.


Ora na minha pesquisa aqui por estes "mares" cibernéticos encontrei referência a uma lenda que para mim é um enquadramento perfeito para esta receita. A lenda de Martim Regos "Em plena época dos Descobrimentos um herói português, aventureiro, descobre a plenitude da vida nos quatro cantos do mundo... percorre o continente africano, anda pelo Egipto, explora a costa do Brasil, visita Veneza, conhece Meca e Jerusalém, chega à Índia e acaba por ser o primeiro europeu a entrar na China depois de Marco Polo..." (retirado da sinopse do livro da "Wook"). 


"Quis então meu pai saber se me haviam dado vinho a beber secretamente ou peras emborrachadas ou águas de maçã arrecadada, pois tais coisas que eu ali estava dizendo não lhe pareciam senão pensares de cristão avinhado." In a Lenda de Martim Regos, pág. 96 (retirado do site "À volta das letras").


A minha única sugestão é que use uma qualidade de pêra que depois de cozida não se desfaça (tipo pêra rocha que mantém a consistência) e não as deve deixar cozer demasiado. Gosto sempre de juntar água ao vinho usado para ficar mais suave mas pode optar por usar apenas vinho, ou uma mistura de vinho licoroso com vinho branco ou tinto.


Ingredientes

12 pêras de tamanho médio, maduras mas ainda duras, mas não verdes e todas do mesmo tamanho +-
400 ml de vinho moscatel (ou vinho do porto ou outro vinho licoroso a gosto ou até vinho tinto ou branco)
200 ml de água
200 gr de açúcar (ver "Nota" no fim da página)
4 cravos da índia (não usei porque não tinha)
1 anis estrelado (não usei porque não tinha)
2 paus de canela
sumo de limão (para colocar na água enquanto se descascam as pêras)

Modo de preparação

Descascar as pêras com cuidado de forma a manter o pé e com que fique com a base o mais lisa possível para que se mantenham em pé. Coloque as pêras descascadas dentro de um recipiente com água e sumo de limão para que não escureçam.

Retire as pêras da água com o limão e coloque-as num tacho largo o suficiente para caberem as pêras em pé ao lado umas das outras e que fiquem cobertas pelo líquido que se lhe vai juntar. Colocar todos os ingredientes e deixar cozer, em lume brando, não tapando totalmente o tacho, até que as pêras não ofereçam muita resistência ao serem espetadas com um garfo ou faca. Durante cerca de 30 a 40 minutos, depende da qualidade da pêra e do seu tamanho. 

Caso não tenha um tacho com essa capacidade e seja um pouco maior tem que ir virando as pêras para que cozinhem por igual.

Normalmente o acho que o líquido não fica na consistência que me agrade. Retire as pêras e deixe o líquido ferver uma pouco com o tacho destapado, até que fique com a consistência de xarope.

Verter o xarope por cima das pêras e servir morno ou frio, salpicadas ou não com amêndoa, nozes, pistácios ou amendoins picados.

Bom apetite! 

NOTA: Se usar vinho tinto ou branco em maior quantidade que o outro líquido que junte, tenha o cuidado de aumentar a quantidade de açúcar pois este tipo de vinhos de mesa são menos doces do que os vinhos licorosos. Pode sempre ir provando e se necessário aumentar a quantidade de açúcar aos poucos, dando tempo para que de desfaça e tenha presente que no final o doce vai ficar mais concentrado quando o líquido se transformar em xarope.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

domingo, 15 de novembro de 2015

PASTÉIS DE NATA

PASTÉIS DE NATA
O bolo português mais internacional, típico de Lisboa. A sua história começou em Belém em 1837 pelas mãos dos clérigos do Mosteiro dos Jerónimos.

A minha amiga Sofia Cunha deu-me autorização para que eu partilhasse convosco esta receita.

Ainda não tive oportunidade de a fazer mas acredito que seja muito boa, sabendo que tudo o que a Sofia faz e publica no facebook e do que já tive oportunidade de experimentar (algumas estão aqui no blogue) são
uma delícia. 

Não tardará muito que a faça.

Ingredientes (10 a 12 unidades)

1 rolo de massa folhada (Eu compro a do Lidl rectangular)
1/2 Litro de leite
130 gr de açúcar
6 gemas
1 casca de limão (eu uso, mas se não gostarem não coloquem)
1 colher sopa bem cheia de farinha
20 gr margarina
1 pacote de natas

Modo de preparação

Ligar o forno a 180o.
Creme
Dissolver a farinha num pouco de leite frio.
Levar a lume médio o restante leite com a manteiga, a casca de limão e o açúcar.
Enquanto o leite aquece batem-se as gemas e adiciona-se o pacote de natas, sem bater.
Quando o leite começar a ferver, juntar a farinha dissolvida no leite e mexer bem. Quando estiver bem incorporado, adicionar a mistura das gemas com as natas, sem parar de mexer, até que o creme comece a ferver e engrossar. O creme está feito. 
Massa
Cortar o rectângulo ao meio (fica com 2 quadrados). Enrolar cada uma das partes em rolo (como se estivesse a enrolar uma torta), cortar em fatias de finas (talvez 1 cm). Untar as formas com óleo ou margarina e colocar uma fatia de massa em cada forma e com as pontas dos dedos passadas por água (convém ir molhando porque ajuda muito a trabalhar a massa), vai-se calcando e virando a forma até a massa chegar ao bordo da forma. 


Colocar o creme dentro das forminhas.
Não enchar demais. Deixar cerca de 1cm até a borda da massa. Vai ao forno quente por cerca de 15 minutos.

Polvilhados com açúcar e canela... São uma tentação 

domingo, 1 de novembro de 2015

DICAS - CONGELAR VEGETAIS

Congelar vegetais
Encontrei estas dicas fantásticas sobre como e quais os vegetais que podem ser congelados.

Quando recebo presentes destes (biológicos) não guardo no frigorífico à espera da altura de que sejam consumidos. Vou-os arranjando e congelando, até porque era um crime deixar estragar.

Adorei estas dica. 

Partilho convosco e assim sempre que eu precisar de alguma informação também já sei onde estão :)

http://dicass.org/?p=8180

e

http://www.cozinhadaceci.com.br/2013/06/congelamento-de-vegetais.html