terça-feira, 12 de março de 2013

SCONES À INGLESA

SCONES À INGLESA
Pensando em scones lembro-me do chá das 5 e questiono-me porque é que os ingleses levam tão à séria esse ritual e qual a história em redor da criação da receita dos tão afamados pães rápidos.

Procurei informação e encontrei várias curiosidades:

De acordo com o Dicionário Webster, os scones surgiram na Escócia no início do ano de 1500. Inicialmente seriam feitos com farinha de aveia, moldados em formato redondo grande, cortados em pedaços triangulares e cozidos em pedras assar. Hoje em dia, são feitos em vários formatos (redondos, triangulares, quadrados) e com vários sabores e junção de ingredientes (frutos secos, pedaços de chocolate, queijo, natas, iogurte, fruta fresca, etc.).

Quanto à origem do nome algumas pessoas acreditam que estará relacionado com a Pedra de Scone (Escócia), também chamada Pedra do Destino, que era um trono de pedra onde os reis escoceses se sentariam para serem coroados.
Pedra de Scone ou Pedra do Destino (Scone - Escócia)
O dicionário de Oxford, por outro lado refere tratar-se de uma palavra "sgonn" significando bocado ou massa disforme, ou a palavra alemã "sconbrot" que significa pão bonito. Há igualmente quem refira que o nome deriva da palavra holandesa schoonbrot, o que significa pão bonito. Na Escócia o verbo scon significa esmagar, tornar plano ou bater com a mão aberta transformando algo numa superfície plana.


Quanto ao 5'oclock tea (chá das 5):

"Originário da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI. Conhecido como um hábito tipicamente britânico, o “chá das cinco” foi introduzido na corte inglesa por Catarina de Bragança, princesa portuguesa, filha de D. João IV, quando esta casou com Carlos III de Inglaterra. O dote de Catarina deve ter sido um dos mais exóticos e sumptuosos da História: 500 mil libras de ouro, o livre comércio de Inglaterra com as possessões portuguesas na Ásia, em África e nas Américas, a cidade de Bombaim e uma caixa de chá…
O dote de Catarina foi determinante para o futuro imperial da Inglaterra e o chá iria mudar para sempre a vida dos seus súbditos, tornando-se um elemento indissociável da sua personalidade e da sua maneira de ser.

No entanto, só por volta do ano de 1830 é que esta tradição foi completamente implementada pelos ingleses, com a ajuda da Duquesa de Bedford, que considerava o “chá das cinco” uma oportunidade para exibir maravilhosas peças de porcelana e prata. 

Como consequência, foram criadas regras de etiqueta para o serviço de chá e receitas que fariam parte do cardápio (e que ainda hoje fazem) como: torradas com manteiga, geleia ou mel; scones, muffins, bolos e uma grande variedade de biscoitos e pãezinhos." In "Vamos Voar"

Hoje, 3ªF, dia 12 de Março de 2013 celebra-se na escola da minha filha o dia de Inglaterra e quem participasse com algo tipicamente inglês tinha um "mimo" no fim do período lectivo (um incentivo à participação).

Claro que a mãe teve que pôr a "caminho" e iniciar os ensaios para fazer scones! Tentei 3 receitas e nenhuma saiu como desejava. Comeram-se, mas não tinham todas as qualidades que gosto: altos, fofos por dentro e crocantes por fora e com um ligeiro sabor doce.

Entretanto lancei um pedido de ajuda pelo Facebook e chegaram-me 3 receitas. Como uma delas resultou do modo que desejava, ficaram as outras 2 para fazer brevemente (depois conto como ficou). Agradeço a ajuda de Cooking World e de Arco Íris na cozinha (que me enviou uma receita do Sabor Intenso).

A que fiz foi enviada por um amigo que fez uma pesquisa em francês:)) ao que eu adiciono alguns esclarecimentos como resultado da minha pesquisa.

Ingredientes (cerca de 14 unidades)

500 g de farinha de trigo com fermento, para bolos
2 colheres de sopa de fermento em pó (tipo Royal)
1 pitada de sal
80 g de açúcar (inclui neste peso um pacote de açúcar baunilhado)
80 g de manteiga fria cortada aos pedaços pequenos (usei sem sal)
2 dl de leite
2 ovos batidos

Modo de preparação

Pré-aqueça o forno a 200°C.

Num recipiente, misture a farinha, o fermento em pó, açúcar e o sal. Adicione a manteiga e misture com a ponta dos dedos para esmagar a manteiga e misturar nos ingredientes secos (fica um pouco como a mistura para o crumble, tipo areia húmida). Este processo pode ser feito no robot de cozinha pulsando 2 ou 3 vezes. Faça um buraco na massa e adicione os ovos batidos e o leite e misture rapidamente (de preferência com uma faca) para formar uma pasta mole. (*)


Despeje sobre uma superfície plana e enfarinhada, amasse rapidamente e levemente a massa para alisar e fazer uma bola. Primeiro achatar com a palma da mão, e depois com o rolo da massa para uma espessura de 1 a 2 cm, cerca da altura de um dedo polegar (não usei o rolo daí terem ficado menos lisos no topo). Quanto mais alta ficar a massa com mais altura ficam depois de cozidos. Cortar círculos com um copo (entre 5 e 7 centímetros de diâmetro, usei chávena de café) e coloque-os num tabuleiro forrado com uma folha de papel vegetal. Pincele com um ovo batido ou um  pouco de leite (deitei um pouco de leite no recipiente onde bati os ovos). Deixar cozer entre 12 a 15 minutos até que estejam dourados.

(*) IMPORTANTE - o truque
É importante não trabalhar muito a massa, para que os scones fiquem macios e fofos, mesmo que lhe pareça que a farinha não está bem misturada é preferível não amassar demais. A manteiga não deve ser derretida, deve ser adicionada bem fria e notar-se na massa terminada, é o que dá a textura aos scones. Estes scones são comidos quentes, com manteiga, chantily e doce de morango, etc. Sobraram...aqueci no microondas!

3 comentários:

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Espero que volte a visitar o meu blog brevemente!

Beijinhos :)